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ESTRONGILOIDÍASE EM DOENTE TRANSPLANTADO RENAL- UMA PARASITAÇÃO CATASTRÓFICA Tipo de Artigo: Casos Clínicos Tema: Doença Infecciosa e Parasitárias Autores:Teresa Piteira 1 (https://orcid.org/0000-0002-1361-9633), Ana Messias 2 (https://orcid.org/0000-0003-4734-6589), Rita Prayce 3 (https://orcid.org/0000-0002-4836-1484)/print, Vítor Lopes 4 (https://orcid.org/0000-0003-4378-8830), Francisco Remédio 2 (https://orcid.org/0000-0002-6901-7463), Fernando Caeiro 2 (https://orcid.org/0000-0002-7294-1630) Instituições : 1. Serviço Medicina Interna 3.2, Hospital Santo Antonio dos Capuchos, Lisboa, Portugal, 2. Serviço Nefrologia, Hospital Curry Cabral, Lisboa, Portugal, 3. Serviço Medicina Interna 1.2, Hospital São José, Lisboa, Portugal, 4. Unidade Cuidados Intensivos, Hospital de Santa Marta, Lisboa, Portugal
Resumo: A estrongiloidíase é uma helmintíase intestinal causada pelo nemátodo Strongiloides stercoralis. A capacidade de reproduzir-se dentro do hospedeiro permite-lhe infestações muito duradouras. Em doentes com depressão imunitária o ciclo de autoinfecção do parasita torna-se pernicioso com disseminação possível a todos os órgãos e tecidos do hospedeiro. Esta estrongiloidíase disseminada de difícil diagnóstico e elevada mortalidade tem sido descrita em doentes submetidos a transplantação de órgãos entre os quais o renal. A disseminação orgânica do parasita pode funcionar como veículo de translocação bacteriana e facilitar a infecção sistémica por bactérias intestinais. Descrevemos o caso dum doente submetido a transplante renal que desenvolveu estrongiloidíase disseminada e meningite por Enterococcus faecium. Há recomendações internacionais para o rastreio de estrongiloidíase em doentes propostos para transplante de órgãos e do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), desde 28 de dezembro de 2018.
Palavras-Chave: Enterococcus faecium; Estrongiloidíase disseminada; Strongiloides stercolaris; Transplante renal
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DOENÇA DE STILL DO ADULTO EM ASSOCIAÇÃO COM DOENÇA CELÍACA: A UTILIDADE DAS ISOFORMAS DE FERRITINA Tipo de Artigo: Casos Clínicos Tema: Doenças Reumatológicas
Autores: Filipe Bessa1 (https://orcod.org/0000-0002-6006-6621); Pedro Gaspar1 (https://orcod.org/0000-0002-6965-3435); Armando Braz1 (https://orcod.org/0000-0002-5550-376X); Catarina Mota1(https://orcod.org/0000-0001-8835-6527); Tiago Marques2 (https://orcod.org/0000-0003-2283-5423); Aida Pereira2 (https://orcod.org/0000-0002-5470-9846)
Instituições:
1. Serviço de Medicina 2, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria, Lisboa, Portugal, 2. Serviço de Doenças Infecciosas, Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Hospital de Santa Maria, Lisboa, Portugal.
Resumo: A Doença de Still é uma doença auto-inflamatória rara, sendo um dos diagnósticos diferenciais de febre de origem indeterminada. A apresentação típica inclui febre, rash evanescente e artrite acompanhada de valores desproporcionalmente elevados de ferritina. Apresentamos um caso de diagnóstico particularmente difícil numa mulher de 44 anos com envolvimento cutâneo, articular e pulmonar, na qual os valores de ferritina estavam apenas moderadamente elevados, mas a sua forma glicosilada significativamente reduzida. No decorrer da investigação foi identificada doença celíaca concomitante, com défice de ferro profundo, que apontou para uma possível alteração no mecanismo de produção de ferritina na presença de um estímulo inflamatório. Este caso sublinha a relevância da ferritina glicosilada como marcador mais fiável na investigação de casos onde a Doença de Still é suspeita.
Palavras Chave: Doença celíaca; Doença de Still; Ferritina
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ESTRONGILOIDÍASE COMO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL NO DOENTE CRÍTICO Tipo de Artigo: Casos Clínicos Tema: Doença Infecciosa e Parasitárias Autores: Maria João Gomes (https://orcid.org/0000-0001-6553-5805), Sara I Almeida (https://orcid.org/0000-0002-2741-8322), Catarina Rodrigues (https://orcid.org/0000-0002-7504-5786)2, Rita Jesus (https://orcid.org/0000-0001-5181-9305), Diva Trigo (https://orcid.org/0000-0001-9633-6841), Patrícia Pacheco (https://orcid.org/0000-0002-0808-1867)
Instituições: Serviço de Infeciologia, Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, Amadora, Portugal
Resumo: A estrongiloidíase, infeção helmíntica, endémica de regiões tropicais, pode permanecer assintomática durante anos. Os doentes imunodeprimidos têm risco acrescido de hiperinfeção e doença disseminada por Strongyloides. Trata-se de um homem, 52 anos, natural de Cabo Verde, vive em Portugal, com adenocarcinoma do pulmão estadio IV com metastização cerebral única excisada, sob corticoterapia em alta dose. Admitido por dor abdominal, vómitos e diarreia com sete dias de evolução. Analiticamente com pancitopenia (sem eosinofilia), proteína C reativa de 22mg/dL e tomografia computorizada abdomino-pélvica com sinais de enterocolite. Internamento em Cuidados Intensivos por choque séptico com bacteriémia a Pseudomonas aeruginosa. Evoluiu para choque hemorrágico por hematoquézias, com colonoscopia com úlceras do cólon. Biópsia e exame parasitológico fecal revelaram Strongyloides stercoralis. Cumpriu ivermectina com resolução clínica. Este caso pretende demonstrar a importância das particularidades do doente imunodeprimido, devendo o diagnóstico de hiperinfeção por Strongyloides ser considerado sempre que haja contexto epidemiológico e semiologia sugestiva. Palavras Chave :Choque; Hiperinfeção; Ivermectina; Strongyloides stercoralis < Ver mais >
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