A pandemia por COVID-19 apresenta novos desafios e ameaças, sem precedentes, quer para os doentes, quer para os profissionais e sistemas de saúde a nível mundial.
A ESPEN, The European Society for Clínical Nutrition and Metabolism, publicou no passado dia 31 de março, o documento de trabalho “ESPEN expert statements and practical guidance for nutritional management of individuals with sars-cov-2 infection”1, com o objetivo de fornecer orientações precisas, referentes à gestão nutricional de doentes com COVID-19.
Apesar da doença poder deteriorar a função de diversos órgãos e sistemas orgânicos, verifica-se que as complicações respiratórias agudas, que requerem internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos, são a maior causa de morbilidade e mortalidade nos doentes com COVID-19.
Doentes com polipatologia (incluindo Diabetes e Doenças Cardiovasculares), com comprometimento do sistema imunitário, e/ou com malnutrição associada, são os que apresentam piores resultados clínicos e maior mortalidade associada.
Esta orientação prática, foca-se na prevenção e tratamento da malnutrição associada à COVID-19 no âmbito de Unidades de Cuidados Intensivos, ou na presença de idade avançada e polipatologia, uma vez que são os que apresentam um maior risco de malnutrição. A malnutrição associada à COVID-19, revela-se como um fator de risco independente no aumento da mortalidade.
Recomendam que a terapêutica nutricional tenha em atenção o suporte respiratório alocado, de acordo com a seguinte tabela: