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O NEDResp emitiu um comunicado com o título TRATAMENTO NÃO INVASIVO DA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA EM DOENTES COM COVID-19.

O mesmo poderá ser lido neste email, ou consultado no PDF através do link:https://www.spmi.pt/wp-content/uploads/2020/03/NEDResp-tratamento-nI-de-IRespA-em-dontes-covid-19-1.pdf

1.DEFINIÇÃO DE INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA AGUDA

O atraso no início do tratamento do doente com IRespA está relacionado com o aumento da mortalidade. Por isso todos os doentes com IRespA provável devem ser identificados precocemente e rapidamente orientados para confirmação do diagnóstico e início do tratamento adequado.

Têm diagnóstico de IRespA provável os doentes com:

  • Dispneia Aguda (início ≤ 1 semana) e/ou alteração da consciência e/ou Frequência Respiratória superior a 20cpm e/ou Sinais de Dificuldade Respiratória (contração de músculos acessórios na inspiração; tiragem; respiração paradoxal) e/ou SpO2 < 90% a respirar ar

Têm diagnóstico de IRespA confirmada os doentes com pelo menos uma das cinco variáveis anteriores mais:

  • Hipoxemia devida a aumento do gradiente alvéolo-arterial de oxigénio (com PaO2/FiO2 < 300mmHg ou PaO2 < 60mmHg a respirar ar) e/ou Hipercápnia e Acidemia (PaCO2 > 45mmHg e pH < 7,35)

A IRespA pode ocorrer na sequência de anomalia de qualquer um dos componentes do sistema respiratório (fig.1). Uma alteração de componentes da bomba respiratória ou uma sobrecarga ventilatória que ultrapasse a capacidade de reserva funcional da bomba levam a hipoventilação alveolar, provocando hipercapnia. Uma alteração dos componentes do pulmão, sobretudo dos alvéolos, pode provocar hipoxemia. A IRespA divide-se em:

  • IRespA hipercápnica se PaCO2 > 45 mmHg e pH < 7,35 e
  • IRespA hipoxémica se PaO2 /FiO2 < 300mmHg ou PaO2 < 60 mmHg e PaCO2 ≤ 45mmHg com o doente a respirar ar.