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Já pode consultar no site a nova edição da Revista da Medicina Interna nº 4/2018


Volume 25, Número 4, Outubro-Dezembro 2018

ISSN 2183-9980

Consulte aqui esta edição

 
 
ARTIGO EM DESTAQUE:
 
 

ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLES

 
Manuela V. Bertão1(https://orcid.org/0000-0003-1331-4925), Tomás A.Fonseca(https://orcid.org/0000-0002-9386-1250), Maria Eduarda Reis2 , Margarida Lima3 (https://orcid.org/0000-0001-9702-5260), Ivone Silva4,5(https://orcid.org/0000-0002-3875-5279), Carlos Vasconcelos5 (https://orcid.org/0000-0002-8073-5028)
 
Resumo Introdução: O fenómeno de Raynaud (FR) caracteriza-se por alterações da cor da pele das extremidades em resposta ao frio ou ao stress emocional. Não se conhece a sua prevalência em Portugal.
Material e Métodos: Estudo epidemiológico transversal. Foi aplicado um inquérito a 663 indivíduos, de ambos os géneros, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, residentes no Grande Porto. Estudou-se a associação entre FR e idade, género, estado civil, concelho de residência, atividade profissional, exposição ocupacional a químicos, máquinas com vibração e sistemas de refrigeração. Caracterizaram-se os indivíduos com FR de acordo com os critérios da UK Scleroderma Study Group (critério A) e aplicando a escala de cores de Maricq (critério A+B). Na análise estatística utilizaram-se os testes qui-quadrado com correção de Yates e de McNemar. Considerou-se um nível de significância de p < 0,05.
Resultados: Segundo o critério A, a prevalência do FR foi de 4,5% (5,6% nas mulheres versus 2,3% nos homens). Aplicando o critério A+B, a prevalência do FR foi de 1,7% (2,0% nas mulheres versus 0,9% nos homens). Apenas a exposição ocupacional a químicos mostrou associação estatisticamente significativa com a prevalência do FR. Das três cores que caracterizam o FR, a cor branca foi a que obteve significância estatística, independentemente dos critérios aplicados.
Conclusão: Em função dos critérios utilizados, no Grande Porto a prevalência do FR variou entre 1,7% e 4,5%. Contrariamente à literatura, a idade, o género, a exposição ocupacional a máquinas com vibração e a sistemas de refrigeração não apresentaram associação com o FR.
Palavras-chave: Doença de Raynaud/complicações; Doença de Raynaud/diagnóstico; Doença de Raynaud/epidemiologia; Portugal; Prevalência.
 
Abstract
Introduction: Raynaud’s phenomenon (RP) is characterized by a color changed on the skin and extremities triggered by cold exposure and emotional stress. Its prevalence in Portugal is unknown.
Material and Methods: A cross sectional study was carried out in the region of Grande Porto, Portugal. The non-random sample was composed of 663 subjects, of both genders, varying from 15 to 64 years old. The association between RP’s prevalence and age, gender, marital status, county of residence, profession, occupational exposure to chemical products, vibratory tools and refrigeration systems was investigated. Participants were classified as having RP based on UK Scleroderma Study Group criteria (“A” criteria) and Maricq’s scale of distal finger color (“A+B” criteria). Data were analyzed using the chi-square and McNemar tests. Statistical significance was set at p < 0.05.
Results: Applying “A” criteria, the prevalence of RP was 4.5% (5.6% in women versus 2.3% in men) and with “A+B” criteria the prevalence of RP was 1.7% (2.0% in women versus 0.9% in men). Only occupational exposure to chemical products was significantly and positively associated with RP. Pallor fingers were the most reliable symptom of RP, regardless the criteria used.
Conclusion: Depending on the criteria, the prevalence of RP in Grande Porto varied between 1.7% and 4.5%, and these findings were similar to those found in some other countries. In contrast with other studies, age, gender, occupational exposure to vibratory tools and refrigeration systems had no association to RP.
Keywords: Portugal; Prevalence; Raynaud Disease/complications; Raynaud Disease/diagnosis; Raynaud Disease/ epidemiology
 
 

 

 
ARTIGOS REVISTA:
 
 

Editorial

João Sá
Página 258  |  PDF 239 Kb

Página do Presidente

João Araújo Correia
Página 260  |  PDF 225 Kb

João Araújo Correia
Página 262  |  PDF 278 Kb

Artigo de Opinião


Artigos Originais

Manuela V. Bertão, Tomás A. Fonseca, Maria Eduarda Reis, Margarida Lima, Ivone Silva, Carlos Vasconcelos
Página 268  |  PDF 434 Kb

Helena Temido, Francisco Parente, Vânia Vieira Borba, Lèlita Santos, Armando Carvalho
Página 275  |  PDF 356 Kb

José Eduardo Mateus, Carlos Silva, Hélder Esperto, João Porto, Manuel Teixeira Veríssimo, Armando Carvalho
Página 280  |  PDF 374 Kb

Sara Machado, Paulo Reis-Pina, Ângela Mota, Rui Marques
Página 286  |  PDF 480 Kb

Casos Clínicos

Marli Cruz, Rui Carneiro, Miguel Cortez, João Coutinho, Nuno Pardal Oliveira, António H. Carneiro
Página 293  |  PDF 337 Kb
 
Marta Vaz Batista, Jandir Patrocínio, Rodrigo Moraes, Lúcia Proença, Fernanda Louro, Marinela Major
Página 296  |  PDF 614 Kb


Imagens em Medicina

Rachele Escoli, Paulo Santos
Página 300  |  PDF 326 Kb

Raquel Barreira, Margarida Correia, João Valente
Página 301  |  PDF 352 Kb


Artigos de Revisão

Ricard Cervera and Gerard Espinosa
Página 303  |  PDF 366 Kb

José Mariz, Rafael Silva, Miguel Romano,António Gaspar, António Pedro Gonçalves,João Paulo Silva, Marco António Carvalho-Filho,Thiago Santos, Jorge Teixeira
Página 309  |  PDF 465 Kb

Comunicações Breves

In emoriam por Carlos Vasconcelos
Página 320  |  PDF 200 Kb

Cartas ao Editor

Ana Machado, Raquel Duarte, Cláudia Santos
Página 321  |  PDF 313 Kb
 

Agradecimentos

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