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ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLES
Mafalda Corrêa Figueira (https://orcid.org/0000-0001-7325-4464), Daniela Brigas (https://orcid.org/0000-0001-6132-7611), Filipa Silva (https://orcid.org/0000-0003-3052-6815), Margarida Madeira (https://orcid.org/0000-0001-8056-3281), Patrícia Carneiro (https://orcid.org/0000-0003-3820-3439), Bárbara Lobão (https://orcid.org/0000-0003-3828-0960), Ermelinda Pedroso (https://orcid.org/0000-0001-9751-8444)
Resumo Introdução: O envelhecimento populacional associa-se a um perfil de doentes caracterizado pelas múltiplas comorbilidades, polimedicação e vulnerabilidade quanto à segurança farmacológica. As discrepâncias de medicação, em conjunto com a ausência de um procedimento de reconciliação terapêutica que implemente as recomendações da Direção Geral de Saúde, levam a consequências negativas como as interações medicamentosas, recurso não programado aos cuidados de saúde e síndromes. Material e Métodos: Os autores realizaram uma auditoria da prevalência da reconciliação terapêutica à data da alta, avaliando os registos farmacológicos e identificando as discrepâncias e erros de medicação. Como objetivo secundário foi caracterizada a população internada. Os dados foram colhidos através da consulta do processo clínico e por entrevista ao doente ou cuidador. Resultados: A mediana de idades foi de 78 anos, metade dos doentes eram totalmente dependentes e verificou-se uma média de 3,9 comorbilidades por doente. Houve reconciliação terapêutica em apenas 47% e em 61% houve pelo menos uma discrepância de medicação, sendo o erro de introdução o mais frequente. Discussão e Conclusão: A elevada prevalência de discrepâncias de medicação e de não reconciliação advém, em parte, da ausência de um processo sistemático de recolha da história farmacológica, de problemas na comunicação médico doente e da inexistência de um procedimento de reconciliação terapêutica. A maior frequência do erro de introdução poderá relacionar-se com a cópia de registos clínicos desatualizados. São necessários estudos prospetivos que caracterizem os fatores que influenciam a não reconciliação terapêutica, os erros de medicação e as suas consequências a curto e longo prazo. Palavras-chave: Departamentos Hospitalares/organização e administração; Erros de Medicação; Medicina Interna; Polimedicação; Reconciliação de Medicamentos
Abstract
Introduction: Ageing population is characterized by multiple comorbidities, polypharmacy and medication safety vulnerability. Medication discrepancies, together with the inexistence of medication reconciliation procedures that implement National Health Department recommendations, lead to negative consequences as drug interactions, healthcare non-programmed admissions and to geriatric syndromes. Materials and Methods: The authors audited the prevalence of medication reconciliation at discharge, analysing the pharmacological record and identifying discrepancies and errors of medication. As a secondary endpoint, inward patients were characterized. Data was collected through computer record consultation as well as through patient or caregiver interview. Results: Median of age was 78 years and half of patients were totally dependent. There was a 3.9 average of comorbidities, medication reconciliation was present in 47% and in 61% there was at least one medication discrepancy or error. The medication error most frequently encountered was the introduction error. Discussion and Conclusion: The high prevalence of medication discrepancies and of non- medication reconciliation is in part due to the inexistence of a systematic process for collecting pharmacological history, poor doctor-patient communication and the lack of medication reconciliation procedure. The higher prevalence of introduction errors may be due to copy paste of previous and out of date pharmacological records. There is a need for prospective studies that evaluate the medication reconciliation influencing factors, the medication errors and its short and long-term consequences. Keywords: Hospital Departments/organization & administration; Internal Medicine; Medication Errors; Medication Reconciliation; Polypharmacy
EditorialJoão Sá Página 270 | PDF 448 Kb Página do PresidenteJoão Araújo Correia Página 271 | PDF 436 Kb Artigo de OpiniãoAntónio Oliveira e Silva Página 272 | PDF 504 Kb
Carlos Fiolhais Página 274 | PDF 974 Kb
Barros Veloso Página 283 | PDF 501 Kb
Artigos OriginaisMafalda Corrêa Figueira, Daniela Brigas, Filipa Silva, Margarida Madeira, Patrícia Carneiro, Bárbara Lobão, Ermelinda Pedroso Página 285 | PDF 601 Kb
Jéssica Chaves, Carolina Morna, Catarina de Freitas, Alexandra Malheiro, Luís Marote Correia, Augusto Barros, Maria da Luz Brazão Página 292 | PDF 491 Kb
Helena Gonçalves, Ana Lopes, Andreia Costa, Joana Calvão, Liliana Fonseca, João Gonçalves, Catarina Branco, Raquel Martins, Vera Barbosa, Michel Mendes, Margarida Calejo, Ana Sousa, João Neves, Ana Rebelo, Sofia Teixeira Página 297 | PDF 500 Kb
Casos ClínicosCláudia Janeiro, Guilherme Simões, Rita Santos, João Teixeira, Luis Vale Página 304 | PDF 480 Kb
Marli Cruz, Rui Barros, José Mário Roriz, Joana Martins, António H. Carneiro Página 308 | PDF 536 Kb
Imagens em MedicinaIsabel O. Cruz, Ana Isabel Pinho, Andreia Vilas-Boas Página 312 | PDF 569 Kb
Artigos de RevisãoBernardo Baptista, João Galaz Tavares, Natália Marto, Alexandra Bayão Horta, Rafael Roque, Vasco V. Mascarenhas Página 314 | PDF 594 Kb
Luciana Frade, Nuno Carreira, Valentina Tosatto, Sara Marote, Isabel Galriça Neto Página 320 | PDF 493 Kb
Paulo Vale Página 326 | PDF 950 Kb Pontos de vistaCarina Graça, Iuri Correia, Gonçalves-Pereira Página 335 | PDF 554 Kb Cartas ao Editor
Miguel Oliva Teles Página 340 | PDF 462 Kb
Alfredo Martins Página 342 | PDF 462 Kb
Jorge Dantas Página 344 | PDF 461 Kb |
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