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ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLES
André Rosa Alexandre1, Catalina Gomez2, Alexandre Marques1, António Nunes1, José Andrade Gomes1
Resumo
Introdução: A taxa de readmissões precoces (≤ 2 dias após a alta) nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) é usada como marcador de qualidade. Os doentes readmitidos têm pior prognóstico, sendo necessários instrumentos para os identificar antes da readmissão. O Modified Early Warning Score (MEWS) permite a identificação precoce de doentes com elevado risco de deterioração clínica, admissão em UCI e mortalidade intra-hospitalar quando realizado no Serviço de Urgência ou nas enfermarias. Testámos o MEWS como preditor de readmissões precoces em UCI quando calculado no momento da alta destas unidades. Material e Métodos: Conduzimos um estudo de caso-controlo (1:1) para comparar doentes com readmissões precoces com controlos sem readmissões numa UCI polivalente, num período de 9 anos. Realizámos uma regressão logística para aferir a capacidade discriminativa do MEWS na predição de readmissões precoces em UCI. A precisão preditiva do score foi calculada pela área sob a curva receiver operating characteristic. Resultados: Emparelhámos 114 readmissões precoces (taxa de 1,5%) com 114 controlos. Qualquer valor de MEWS > 0 esteve associado a um aumento significativo do risco de readmissões precoces. Um MEWS = 0 apresentou um valor preditivo negativo de 99,7%. A área sob a curva receiver operating characteristic do score para a predição de readmissões precoces foi 0,69 (IC95%: 0,62-0,76; p < 0,001). Resultados: Foram admitidos 115 doentes, dos quais 99 doentes foram incluídos no estudo (54,5% mulheres, idade média 76,2 anos). Factores de risco: 28,3% lesão renal aguda, 10,1% patologia hepática, 20,2% sépsis, 40,4% anticoagulação profiláctica e 30,3% coagulopatia. De acordo com a escala de risco, 67,7% encontrava-se nos grupos baixo risco e 32,4% nos grupos alto risco. Verificámos que 59,6% dos doentes realizaram terapêutica com IBPs; destes, 45,8% de acordo com a escala de risco utilizada não apresentavam indicação para tal. O gasto em IBPs durante o estudo foi de 101,9€, portanto o valor estimado de gastos inapropriados foi de 46,6€ durante o estudo. Discussão: O MEWS é um score clínico de fácil aplicação, podendo contribuir para aumentar a segurança no momento da alta de doentes internados em UCI. Conclusão: A precisão preditiva do MEWS para a predição de readmissões precoces nas UCI foi superior à de outros scores reportados na literatura. Palavras-chave: Continuidade de Cuidados; Mortalidade Hospitalar; Readmissões; Unidades de Cuidados Intensivos
Abstract
Introduction: Early readmission rate (≤ 2 after discharge) to the Intensive Care Units (ICU) is used as a quality measure. Since readmitted patients have poor outcomes, tools to identify them before readmission happens are needed. The Modified Early Warning Score (MEWS) identifies patients at high risk of clinical deterioration, admission to ICU and intra-hospital mortality when done at the Emergency Room or at the ward. We tested MEWS as a predictor of early readmissions to the ICU when done at the moment of discharge from these Units. Material and Methods: We conducted a case-control study (1:1) comparing patients with early readmissions with controls without readmissions to a polyvalent ICU, during a period of 9 years. Logistic regression was used to determine the discriminative power of MEWS to predict early readmissions to the ICU. The predictive precision of the score was calculated by the area under the receiver operating characteristic curve. Results: We paired 114 patients with early readmission (rate of 1.5%) with 114 controls. Any value of MEWS > 0 was associated with a significant increase in the risk of early readmission. A value of MEWS = 0 showed a negative predictive value of 99.7%. The area under the receiver operating characteristic curve of the MEWS to the prediction of early readmissions was 0.69 (IC95%: 0.62-0.76; p < 0.001). Discussion: The predictive precision of MEWS to this purpose was higher than other scores reported in the literature. Conclusions: PPIs use was prevalent in non-critically ill patients (59.6%), of which 45.8% were inappropriate, representing a problem associated with iatrogenic risk and economic impact. Keywords: Continuity of Patient Care; Hospital Mortality; Intensive Care Units; Patient Readmission Editorial
Página do PresidenteJoão Araújo Correia Página 187 | PDF 222 Kb
Artigo de OpiniãoAmélia Pereira Página 189 | PDF 281 Kb
Artigos OriginaisAndreia Costa, Helena Gonçalves, Cármen Pais, Ana Isabel Costa, Fernando Salvador, Paula Vaz Marques Rita Pocinho, Sofia Jardim, Liliana Antunes, Tiago Isidoro Duarte, Isabel Baptista, Júlio Almeida Página 200 | PDF 487 Kb
André Rosa Alexandre, Catalina Gomez, Alexandre Marques, António Nunes, José Andrade Gomes
Casos ClínicosSara Castelo Branco, João Rosinhas, Artur Silva, António Taveira Gomes, Ana Espírito Santo, António Furtado Página 215 | PDF 354 Kb
Imagens em MedicinaMaria João Serpa, Susana Franco, Diana Repolho, Isabel Araújo
Ana João Carvalho, Ana Ponciano, Sónia Santos, Vera Vieira Página 221 | PDF 315 Kb
Artigos de RevisãoD Brilhante, C Aldeia, MF Ferreira Gonçalves, C Afonso, S Rodrigues, J Ferreira, C Rey), D Sousa, A Santos, MJ Teles, J Cortez, A Robalo Nunes Página 223 | PDF 465 Kb Insuficiência Respiratória Aguda: Dúvidas Existenciais do Internato Em Medicina InternaJorge Dantas, Rui Morais, Rita Vaz, Irene Verdasca Página 232 | PDF 322 Kb Carmen Pais, Rita Silva, Sónia Carvalho, Anabela Morais Página 238 | PDF 421 Kb Cartas ao Editor
Luís Correia, Cláudia Sousa, Jéssica Chaves, José Barros Página 247 | PDF 313 Kb
Margarida R. Fonseca, Inês Jorge, Gabriela Rodrigues Página 249 | PDF 186 Kb
Luís Ramos dos Santos Página 250 | PDF 222 Kb Carlos Monteverde Página 251 | PDF 200 Kb
José Vaz Página 252 | PDF 224 Kb
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