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Já pode consultar no site a nova edição da Revista da Medicina Interna nº 2/2018
Volume 25, Número 2, Abril-Junho 2018 ISSN 2183-9980 Consulte aqui esta edição
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ARTIGO ORIGINAL / ORIGINAL ARTICLES
Cristiana V. Gonçalves, Vasco Evangelista, João F. Coelho, Andreia S. Carlos, António M. Baptista, José P. Graça
Resumo Introdução: A enterocolite a Clostridium difficile é uma das mais preocupantes infecções da atualidade pela incidência, gravidade e frequência de recidivas. Métodos: Estudo retrospectivo, baseado nos registos dos doentes com infecção comprovada, internados no Hospital Beatriz Ângelo (18 meses). Os casos foram divididos em dois grupos: “primo-infecção” e “recidiva”. Foram avaliados: idade; sexo; local de aquisição da infecção; antibioterapia prévia; utilização prévia de inibidores da bomba de protões; critérios de gravidade: idade > 65 anos, leucócitos > 20 000/uL e creatinina > 1,5 vezes o valor basal do doente; antibioterapia efetuada; duração terapêutica; duração do internamento e mortalidade. Resultados: A gravidade foi superior nas primo-infecções (leucócitos > 20 000/uL 21,3% vs 12,0%, creatinina > 1,5 vezes o valor basal 38,3% vs 20,8%) assim como a mortalidade (23,4% vs 4,0%). Embora a vancomicina em monoterapia ou em associação ao metronidazol esteja recomendada nas situações graves, nos doentes com primo-infecção e que apresentavam 2 ou 3 critérios de gravidade, o metronidazol isolado foi a escolha mais frequente (46,2% para 2 critérios e 57,1% para 3 critérios). Nas recidivas constatou-se maior utilização da vancomicina mesmo nos casos menos graves (100,0% para 0 critérios e 68,8% para 1 critério). A utilização de inibidores da bomba de protões foi superior nas recidivas (84,0% vs 65,2%). Conclusão: Este estudo sugere maior gravidade e mortalidade nas primo-infecções; realça a importância de estadiar em gravidade de modo a optar pela melhor terapêutica e apoia a ideia de que os inibidores da bomba de protões possam ser factor de risco.
Palavras-Chave: Clostridium difficile; Infecções por Clostridium; Inibidores da Bomba de Protões; Metronidazole; Recidiva; Vancomicina.
Abstract
Introduction: Clostridium difficile infection has worryingly increased in incidence, severity and relapse rates. Methods: An 18-month retrospective analysis was carried out based on the clinical records of patients with confirmed infection hospitalized in Beatriz Ângelo Hospital, Portugal. Subjects were divided into two groups: ‘primary-infection’ and ‘relapse’. The following clinical characteristics were assessed: age, gender, community versus hospital acquired infection, previous antibiotic therapy, proton-pump inhibitors use, severity criteria (namely, > 65 years, leukocytes > 20 000/uL and creatinine > 1.5 above baseline), antibiotics used, duration of antibiotic therapy, hospital length-of- stay and mortality. Results: Overall severity was higher in primary-infections (leukocytes > 20 000/uL 21.3% vs 12.0%, creatinine> 1.5 from baseline 38.3% vs 20.8%), as were patient’s mortality rates (23.4% vs 4.0%). Although vancomycin is recommended – in monotherapy or in association with metronidazole – in severe disease, our study showed that in patients with primary-infection plus 2 or 3 severity criteria, metronidazole alone was the most frequent choice (46.2% if 2 criteria present and 57.1% if 3 criteria present). In recurrent infections vancomycin was the initial choice even in less severe cases (100.0% if no criteria and 68.8% if 1 criteria present). Proton-pump inhibitors use was higher in relapses (84.0% vs 65.2%). Conclusion: This study suggests that primary-infections comprise greater clinical severity and mortality; emphasizes the importance of a severity scoring system to assure appropriate antibiotic regimens and supports the idea that proton-pump inhibitors might be a risk factor. Keywords: Clostridium Infections; Clostridium difficile; Metronidazole; Proton Pump Inhibitors; Recurrence; Vancomycin.
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EditorialJoão Sá Página 77 | PDF 218 Kb
Página do PresidenteLuís Campos Página 79 | PDF 221 Kb
Artigo de OpiniãoLuísa Arez Página 81 | PDF 275 Kb
Miguel Guimarães Página 83 | PDF 204 Kb
Artigos OriginaisVanessa Novais de Carvalho, Filipa Ferreira Silva, Pedro Morais Sarmento, Sérgio Baptista, João Sá Página 85 | PDF 378 Kb
Luísa Brites, Mariana Gonçalves, Tatiana Gonçalves, Elsa Gaspar, Lèlita Santos, Armando Carvalho Página 91 | PDF 362 Kb
Sónia Cunha Martins, Ana Rita Sanches, Margarida Sousa Carvalho Página 95 | PDF 402 Kb
Lúcia Meireles Brandão, António Ferreira, Cátia Barreiros, Duarte Silva, Joana Rodrigues, Carmélia Rodrigues, Cristina Roque, Diana Guerra Página 100 | PDF 387 Kb
Cristiana V. Gonçalves, Vasco Evangelista, João F. Coelho, Andreia S. Carlos, António M. Baptista, José P. Graça Página 107 | PDF 403 Kb
Casos ClínicosNídia Pereira, Luís Miguel Afonso, José Soares, Mrinalini Honavar, Maria João Santos, J. Vasco Barreto Página 113 | PDF 417 Kb
Imagens em MedicinaAna Raquel Freitas, Elsa Sousa, José Leal Loureiro, Mafalda Santos Página 121 | PDF 325 Kb
Artigos de RevisãoPedro Pires, Carmen Marques, Josep Masip Página 123 | PDF 399 Kb
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