|
| |
GUIDELINES Feeding in Advanced Dementia: Consensus Report from the Portuguese Society of Internal Medicine and Portuguese Enteral and Parenteral Nutrition Society
Ana Pessoa1,2 (https://orcid.org/0000-0002-6881-1657), Paulo Almeida3,4 (https://orcid.org/0000-0002-4879-559X), Ricardo Marinho2,5,6 (https://orcid.org/0000-0001-7091-3911), Sofia Duque4,7 (https://orcid.org/0000-0001-9273-5650), Teresa F. Amaral2,8 (https://orcid.org/0000-0002-3998-6730), João Pinho2,9 (https://orcid.org/0000-0002-3047-2848), Mariana Santos2 (https://orcid.org/0000-0003-0161-4568), Elga Freire5,10 (https://orcid.org/0000-0002-4081-8312), Lino Mendes2,11 ( https://orcid.org/0000-0002-7237-6272), Lèlita Santos6,12,13 (https://orcid.org/0000-0002-0761-5097), Aníbal Marinho2,6,14 (https://orcid.org/0000-0002-9160-8649), João Gorjão Clara4,15 (https://orcid.org/0000-0003-4553-6928), João Araújo Correia5,13 (https://orcid.org/0000-0002-6742-3900)
Resumo A demência é uma síndrome neurológica de agravamento progressivo, sem cura, cuja prevalência tem vindo a aumentar devido ao envelhecimento da população. Existe um grande desconhecimento entre profissionais de saúde e cuidadores relativamente à melhor abordagem da alimentação nos doentes com demência avançada. Dado não existirem recomendações nacionais acerca deste tema, foi elaborado um documento de consenso da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica que explicita as orientações existentes relativas à abordagem dos problemas alimentares nos doentes com demência avançada. A demência avançada é uma condição terminal em que deve ser privilegiado o conforto do doente, frequentemente acamado, incapaz de comunicar verbalmente e com dificuldade na alimentação. Nesta população, a literatura atual não recomenda o uso de alimentação por sonda (nasogástrica, nasojejunal, gastrostomia percutânea ou jejunostomia percutânea), que está associada a maior risco de infeção, maior utilização de meios de contenção e desenvolvimento de úlceras de decúbito. Como alternativa, recomenda-se a alimentação por via oral de acordo com a tolerância e vontade do doente (alimentação de conforto). Do ponto de vista ético e legal, é legítimo não proceder à artificialização da alimentação na fase terminal da demência caso este procedimento seja contrário aos valores da pessoa e não se objetivem benefícios. Esta decisão deve ser tomada após discussão multidisciplinar incluindo o doente (se possível), representante legal, cuidadores, família e equipa de profissionais de saúde envolvidos, elaborando um plano individual de cuidados que permita a tomada de decisões no melhor interesse do doente. Palavras-chave: Cuidados Paliativos; Demência; Envelhecimento; Idoso; Ingestão de Alimentos; Métodos de Alimentação.
Abstract
Dementia is a progressive neurological syndrome without cure whose prevalence is increasing due to population ageing. There is a lack of knowledge among healthcare professionals and caregivers regarding the best feeding approach in patients with advanced dementia. As there are no national recommendations on this subject, a consensus report from the Portuguese Society of Internal Medicine and the Portuguese Enteral and Parental Nutrition Society was made, clarifying existing guidelines regarding the approach of eating difficulties in these patients. Advanced dementia is a terminal condition where patient comfort should be the goal. These patients are usually bedbound, have limited ability to communicate verbally and have difficulty eating. In this population, current literature does not support tube feeding (nasogastric tube, nasojejunal tube percutaneous gastrostomy or percutaneous jejunostomy feeding), which is associated with higher rates of infection, greater use of chemical and physical restraints and development of pressure ulcers. As an alternative, careful hand feeding should be offered (comfort feeding). From an ethical and legal standpoint, it is acceptable not to use tube feeding in the terminal phase of dementia if it is against patient values and offers no benefits. This decision should be made using a multidisciplinary approach including the patient (if possible), legal representative, caregivers, family and healthcare professionals, in order to establish an individual care plan allowing decision making in the patient’s best interest. Keywords: Aged; Aging; Dementia; Eating; Feeding Methods; Palliative Care.
EditorialJoão Sá Página 4 | PDF 457 Kb
Filipa Malheiro Página 6 | PDF 443 Kb Página do Presidente
João Araújo Correia Página 7 | PDF 436 Kb Artigo de OpiniãoRosa Jorge Página 8 | PDF 476 Kb
Mário Espiga de Macedo Página 12 | PDF 498 Kb
Artigos OriginaisAna Almeida, Andreia Antunes, Inês Ramos, Joana Vicente, Rui Gonçalves, Luísa Pedro Página 14 | PDF 497 Kb
João Fernandes Serodio, Miguel Trindade, Miguel Achega, Daniel Faria, Joana Maurício, Frederico Batista, Catarina Favas, José Delgado Alves Página 22 | PDF 488 Kb
Olímpia Martins, José Ferraz Gonçalves Página 28 | PDF 483 Kb
Casos ClínicosCatarina Carvalho, Alexandra Albuquerque, Fátima Campante Página 33 | PDF 602 Kb
Imagens em MedicinaInês Neto, Marta Brandão Calçada, Filipa Martins Duarte, Ana Raquel Freitas Página 37 | PDF 773 Kb
Artigos de RevisãoAna Maria Lé, Luís Leite, Lino Gonçalves Página 39 | PDF 517 Kb
Olimpia Martins, Isabel Azevedo Página 49 | PDF 492 Kb
Marta Cerol, Giovanna Cezarino, Paulo Ferrinho, Rosa Teodósio Página 55 | PDF 605 Kb Séries de CasosBruno Cabrita, Ana Paula Vaz, R. Correia de Abreu, Sofia Jodão, Sílvia Correia, Jorge Ferreira Página 65 | PDF 648 Kb
Rita Prayce, Sofia Furtado, Luis Dias Página 71 | PDF 626 Kb GuidelinesAna Pessoa, Paulo Almeida, Ricardo Marinho, Sofia Duque, Teresa F. Amaral, João Pinho, Mariana Santos, Elga Freire, Lino Mendes, Lèlita Santos, Aníbal Marinho, João Gorjão Clara, João Araújo Correia Página 81 | PDF 508 Kb |
|
|
|