SPMI
Revista de
Medicina Interna
vol.27 nº1 janeiro
março 2020
 
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ARTIGO EM DESTAQUE:
 
 

GUIDELINES

Feeding in Advanced Dementia: Consensus Report from the Portuguese Society of Internal Medicine and Portuguese Enteral and Parenteral Nutrition Society

Ana Pessoa1,2 (https://orcid.org/0000-0002-6881-1657), Paulo Almeida3,4 (https://orcid.org/0000-0002-4879-559X), Ricardo Marinho2,5,6 (https://orcid.org/0000-0001-7091-3911), Sofia Duque4,7 (https://orcid.org/0000-0001-9273-5650), Teresa F. Amaral2,8 (https://orcid.org/0000-0002-3998-6730), João Pinho2,9 (https://orcid.org/0000-0002-3047-2848), Mariana Santos2 (https://orcid.org/0000-0003-0161-4568), Elga Freire5,10 (https://orcid.org/0000-0002-4081-8312), Lino Mendes2,11 ( https://orcid.org/0000-0002-7237-6272), Lèlita Santos6,12,13 (https://orcid.org/0000-0002-0761-5097), Aníbal Marinho2,6,14 (https://orcid.org/0000-0002-9160-8649), João Gorjão Clara4,15 (https://orcid.org/0000-0003-4553-6928), João Araújo Correia5,13 (https://orcid.org/0000-0002-6742-3900)

Resumo
A demência é uma síndrome neurológica de agravamento progressivo, sem cura, cuja prevalência tem vindo a aumentar devido ao envelhecimento da população. Existe um grande desconhecimento entre profissionais de saúde e cuidadores relativamente à melhor abordagem da alimentação nos doentes com demência avançada. Dado não existirem recomendações nacionais acerca deste tema, foi elaborado um documento de consenso da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e da Associação Portuguesa de Nutrição Entérica e Parentérica que explicita as orientações existentes relativas à abordagem dos problemas alimentares nos doentes com demência avançada.
A demência avançada é uma condição terminal em que deve ser privilegiado o conforto do doente, frequentemente acamado, incapaz de comunicar verbalmente e com dificuldade na alimentação. Nesta população, a literatura atual não recomenda o uso de alimentação por sonda (nasogástrica, nasojejunal, gastrostomia percutânea ou jejunostomia percutânea), que está associada a maior risco de infeção, maior utilização de meios de contenção e desenvolvimento de úlceras de decúbito. Como alternativa, recomenda-se a alimentação por via oral de acordo com a tolerância e vontade do doente (alimentação de conforto).
Do ponto de vista ético e legal, é legítimo não proceder à artificialização da alimentação na fase terminal da demência caso este procedimento seja contrário aos valores da pessoa e não se objetivem benefícios. Esta decisão deve ser tomada após discussão multidisciplinar incluindo o doente (se possível), representante legal, cuidadores, família e equipa de profissionais de saúde envolvidos, elaborando um plano individual de cuidados que permita a tomada de decisões no melhor interesse do doente.
Palavras-chave
: Cuidados Paliativos; Demência; Envelhecimento; Idoso; Ingestão de Alimentos; Métodos de Alimentação.

Abstract
Dementia is a progressive neurological syndrome without cure whose prevalence is increasing due to population ageing. There is a lack of knowledge among healthcare professionals and caregivers regarding the best feeding approach in patients with advanced dementia. As there are no national recommendations on this subject, a consensus report from the Portuguese Society of Internal Medicine and the Portuguese Enteral and Parental Nutrition Society was made, clarifying existing guidelines regarding the approach of eating difficulties in these patients.
Advanced dementia is a terminal condition where patient comfort should be the goal. These patients are usually bedbound, have limited ability to communicate verbally and have difficulty eating. In this population, current literature does not support tube feeding (nasogastric tube, nasojejunal tube percutaneous gastrostomy or percutaneous jejunostomy feeding), which is associated with higher rates of infection, greater use of chemical and physical restraints and development of pressure ulcers. As an alternative, careful hand feeding should be offered (comfort feeding). From an ethical and legal standpoint, it is acceptable not to use tube feeding in the terminal phase of dementia if it is against patient values and offers no benefits. This decision should be made using a multidisciplinary approach including the patient (if possible), legal representative, caregivers, family and healthcare professionals, in order to establish an individual care plan allowing decision making in the patient’s best interest. 
Keywords: Aged; Aging; Dementia; Eating; Feeding Methods; Palliative Care.

Editorial

João Sá
Página 4  |  PDF 457 Kb

Filipa Malheiro
Página 6  |  PDF 443 Kb


Página do Presidente

João Araújo Correia
Página 7  |  PDF 436 Kb
 

Artigo de Opinião

Rosa Jorge
Página 8  |  PDF 476 Kb

Mário Espiga de Macedo
Página 12  |  PDF 498 Kb
 

Artigos Originais

Ana Almeida, Andreia Antunes, Inês Ramos, Joana Vicente, Rui Gonçalves, Luísa Pedro
Página 14  |  PDF 497 Kb

João Fernandes Serodio, Miguel Trindade, Miguel Achega, Daniel Faria, Joana Maurício, Frederico Batista, Catarina Favas, José Delgado Alves
Página 22  |  PDF 488 Kb

Olímpia Martins, José Ferraz Gonçalves
Página 28  |  PDF 483 Kb

Casos Clínicos

Catarina Carvalho, Alexandra Albuquerque, Fátima Campante
Página 33  |  PDF 602 Kb

Imagens em Medicina

Inês Neto, Marta Brandão Calçada, Filipa Martins Duarte, Ana Raquel Freitas
Página 37  |  PDF 773 Kb

Artigos de Revisão

Ana Maria Lé, Luís Leite, Lino Gonçalves
Página 39  |  PDF 517 Kb

Olimpia Martins, Isabel Azevedo
Página 49  |  PDF 492 Kb

Marta Cerol, Giovanna Cezarino, Paulo Ferrinho, Rosa Teodósio
Página 55  |  PDF 605 Kb

Séries de Casos

Bruno Cabrita, Ana Paula Vaz, R. Correia de Abreu, Sofia Jodão, Sílvia Correia, Jorge Ferreira
Página 65  |  PDF 648 Kb

Rita Prayce, Sofia Furtado, Luis Dias
Página 71  |  PDF 626 Kb

Guidelines

Ana Pessoa, Paulo Almeida, Ricardo Marinho, Sofia Duque, Teresa F. Amaral, João Pinho, Mariana Santos, Elga Freire, Lino Mendes, Lèlita Santos, Aníbal Marinho, João Gorjão Clara, João Araújo Correia
Página 81  |  PDF 508 Kb

Pontos de Vista

António H. Carneiro, Rui Carneiro, Elga Freire
Página 89  |  PDF 479 Kb